O novo Disaster Recovery

Há anos as empresas que se beneficiam de TI para alavancar seus negócios enfrentam um grande desafio: como sobreviver a uma indisponibilidade total ou parcial de seu datacenter. As soluções até recentemente disponíveis só eram acessíveis a grandes corporações, dado o seu custo impeditivo para negócios menores. Falar em nomes como Disaster Recovery e Business Continuity, ou suas versões em Língua Portuguesa, era certeza de dor de cabeça para CIOs, CFOs, e todos os que prezam pela saúde finaceira da empresa.

Mas as novas tecnologias e ofertas de serviço de TI tem dado aos Clientes de todos os portes as mais diversas alternativas, que cabem dentro do objetivo e orçamento de um espectro muito maior de empresas.

Relembrando…

  • Esta indisponibilidade pode ter diversas fontes, tais como a falta de energia, a falta de acesso aos servidores, a falha de um componente da infraestrutura de TI, um desastre, dentre tantos outros motivos.
  • A razão para se preocupar com a perda – mesmo que temporária – de um serviço de TI está diretamente relacionada à sobrevivência do negócio, visto que cada vez mais a TI suporta cada departamento, cada oferta, cada ponto de relacionamento com sua cadeia produtiva e cada Cliente.
  • Em alguns mercados, como o financeiro e o de serviços essenciais, ter uma solução de contingência para estes casos é uma exigência para se operar.


O passado
A solução tradicionalmente utilizada pelos Clientes é a de se duplicar os sites, gerando também a escalada dos custos de TI, de energia, de espaço, de mão de obra, etc. Um dos sites trabalha enquanto o outro fica sem uso, aguardando a necessidade de ser acionado. No jargão popular, particularmente do varejo, seria como se houvesse um estoque parado. E estoque parado gera custo e “empata” o capital…

A replicação entre os sites se dá, de uma maneira geral, através de storages high end e links de comunicação específicos, de alta banda, desempenho e altíssimo custo.

O nível de automação da recuperação (orquestração), o tempo exigido para se recuperar (RTO – Return Time Objective), e o volume de perda de dados a se tolerar (RPO – Return Point Objective) definem na verdade o investimento que a empresa precisa fazer.

E o final desta equação dirá quais as aplicações e serviços de TI de fato devem ser privilegiados, em detrimento de outros cujo custo da recuperação supera os prejuizos gerados por sua indisponibilidade.


A nova visão de Disaster Recovery

Com a multiplicidade de ofertas de serviços de TI atualmente, sejam em nuvem pública ou privada, os dias ficaram melhores para os CIOs e CFOs, pelo menos neste quesito. Há ofertas para todas as demandas e orçamentos:

  • Parte das aplicações que antes não seriam consideradas para um plano de contingência agora podem ser recuperadas dentro de casa, em um ambiente muito menos dispendioso; técnicas de recuperação instantânea de backups já estão altamente maduras, mesmo para aplicações e serviços inteiros de TI;
  • Escritórios remotos e filiais agora também podem ser protegidos, com replicação near synchronous via softwares que as empresas muitas vezes até já tem licenciados;
  • Replicação e backup para a nuvem já contam com diversas fontes de origem e destinos públicos, tais como Azure, Amazon AWS e IBM Bluemix (Softlayer);
  • A continuidade de negócios tradicional em dois sites pode se transformar de ativo-passivo a ativo-ativo com a tecnologia de cluster estendido (stretched cluster) com hiperconvergência e replicação via software;



Cases Triple S

A Triple S já tem casos de sucesso nas novas alternativas, sejam via Veeam Instant VM Recovery, Veeam Replication, Veeam Cloud Connect, VMware vSphere Replication, VMware SRM – Site Recovery Manager, e o novíssimo VMware VSAN Stretched Cluster, o primeiro implementado no Brasil, em um Banco e para suas aplicações core.


Por: Marcos Ferrari

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